quarta-feira, 28 de outubro de 2015

Há 10 anos.

Mais ou menos nesta data, não sei precisar se foi 28 ou 29 de outubro, comecei em meu segundo estágio. Mas para mim, este estágio foi o início do que eu chamo atualmente de vida. Ali, mesmo tendo sido os meus piores 4 meses profissionais, eu percebi que tinha sim nascido para ser Secretária e que apesar do meu chefe na época me dizer que eu deveria mudar de profissão, eu persisti e sou muito feliz na minha profissão, que me escolheu e me acolheu.
Não foram os 10 anos mais legais de minha vida, devo confessar. Apesar de ser apaixonada pela profissão, por diversos momentos eu acreditei no que me diziam de negativo. Em meus últimos 3 meses aliás, em meu novo emprego, que não é mais tão novo assim, eu duvidei diversas vezes de mim e da minha escolha profissional. Chorei algumas vezes lembrando do chefe que comentei no começo do texto. Ele afirmou tão categoricamente que além de tudo eu era burra, que por várias vezes pensei que ele tivesse razão.
Mas olha que coisa! Em 10 anos eu acumulei tanto amor, vindo de pessoas variadas, que sempre me incentivaram, me empurraram para frente: professores, colegas de sala, colegas de outros cursos, chefes, colegas de trabalho e pasmem: inimigos. Sim, porque eu preciso transformar tudo de ruim que me desejam em ponte para alcançar o outro lado do rio.
Eu espero que Deus me dê muita saúde, humildade em meu coração, muito amor, para que eu possa ser feliz profissionalmente, para que eu continue com essa vontade de ajudar, de crescer, de melhorar. E principalmente eu peço a Deus por todas as pessoas que sempre me amaram e confiaram a mim suas orações e amizade. 
E para finalizar, que venham mais 10 anos, mais 20...  Estou muito feliz por ter alcançado este marco e estou de fato, cada dia mais apaixonada pelo que eu chamo de vida.

Beijos e beijos!

sexta-feira, 23 de outubro de 2015

Cobranças

E mais uma sexta que chega ao fim. Mais uma semana que se arrastou. E pelo qual eu só não passei por osmose porque Deus tem me dado muita força e serenidade e sei que grande parte dessas pequenas vitórias são orações sinceras de quem me ama.
E nesta semana eu atravessei um caminho um pouco pesado devido ao fato de que eu sou muito cobrada. E não digo apenas no trabalho. Eu me cobro demais. Principalmente me cobro ser uma fortaleza que eu sei que não sou. E em casa, quando o corpo repousa depois de mais de 10 horas de trabalho, eu choro.
Ando muito cansada de dar tanta explicação. De ter que sorrir mesmo com uma vontade enorme de cair em prantos. De dizer que está tudo bem, quando nada está. De ser confiante quando tenho muito medo. De me sentir linda, quando tudo o que eu quero é estar de pijama de gatinho, comendo pipoca e de pernas para o ar.
O que mais me dá uma tristeza de fato, é a falta de respeito das pessoas. O desrespeito à minha profissão de Secretária. Ao fato de que mesmo não sendo uma Cerimonialista renomada, dou o mesmo duro que muitos outros por aí para que tudo saia como o planejado. As caras amarradas porque eu me dei bem com uma pessoa, ou porque tenho duas ou três amigas a mais. O desrespeito ao fato de que sim encalhei, mas não estou gritando desesperada por sexo. E isso leva aos homens acharem que independente de serem casados, ou terem namorada, podem me iludir. O desrespeito ao fato de que eu não sou assim tão evoluída, nem assim tão madura para aceitar o quê? a falta de respeito.
A verdade é que viver dá muito trabalho. E que eu escondo muito do que sou, penso, sinto e quero, para não magoar as pessoas. E o que recebo em troca? As vezes ironia, patada, desconfiança, piada, um fora, uma iludida. E o que eu preciso dizer é que se eu não for para o seu nível de amor, amizade ou qualquer outra coisa não se aproxime. Se for para me dizer hoje que eu sou linda, e amanhã que você se enganou e prefere voltar para os braços do seu amor, não se aproxime. Se for para me derrubar, me xingar, e me desrespeitar, tanto pessoalmente, quanto profissionalmente, não se aproxime mesmo, não fale comigo e desapareça antes de encostar em meu braço.
Estou extremamente cansada de apenas passar por esta vida, achando que sou demais, quando no fundo, a maioria das pessoas me quer distante de si. Então, permaneçamos longe, pelo cosmos, pelo sorriso que eu gosto de rir e mereço.

Bom fim de semana. 

segunda-feira, 19 de outubro de 2015

E já se passaram 3 meses!

De forma surpreendente e até o momento eu diria com um pouco de drama, cheguei ao trimestre decisivo aqui no novo emprego que já não é mais um novo emprego, afinal, passei dos 3 meses. 
Se você me perguntar se estou feliz, eu não direi sim. Mas também, em tempos de crise total, eu diria, olha está massa, estou aprendendo ao máximo e sim, essa é mais pura verdade. O aprendizado é intenso e diário. 
No primeiro mês, eu fui bem novata mesmo e cometi alguns erros absurdos. No segundo, a pressão começou a bater, principalmente interna e ao menor sinal de erro eu entrava em pânico. No  terceiro, comecei a colocar um pouco de minhas características no que eu venho desenvolvendo. Sem abuso da sorte. 
Falta àquela adaptação ao fato de que eu não tenho acesso ao meu chefe como eu tinha na ASI e aqui eu tenho mais duas coleguinhas. E aí amigos, que é preciso respiração em dia, equilíbrio e muita fé em Deus. Porque eu não sou hipócrita ao dizer que somos melhores amigas. Somos colegas, tentando exercer nossas funções individuais juntas. Nem sempre, e eu diria que raramente sai algo em perfeita ordem, mas acho que não é das piores relações, em se tratando do fato que deste trio, duas são arianas.
Outra coisa que eu não nego é que eu sinto muita falta do antigo emprego e conto nos dedos de quem eu sinto falta no trabalho e sim, uso as mãos e os pés. Sinto falta da liberdade que eu conquistei, principalmente de opinar, de pensar, de falar o que eu sentia e de ter não só chefes, mas grandes amigos. Mas sempre soube que ao sair minha vida voltaria ao estado zero e eu teria que lutar tudo novamente pelo meu lugar ao sol.
Mas aí vem o drama: vão demitir 50 secretárias até o fim do ano e eu estou muito preocupada. Confio em minhas habilidades e capacidades de sobrevivência à várias bombas atômicas pessoais (sou uma barata). Não confio no mercado de trabalho e na crise que ronda o nosso país. Ronda não, está aí mandando e desmandando. E eu fico realmente achando que se eu ficar desempregada eu vou dar uma leve surtada. 
Tento não pensar nisso. Me apego à fé, entrego minha vida e a de minhas colegas e meus colegas nas mãos de Deus e principalmente que nada aconteça sem que seja para uma melhoria futura. 
Aproveito este texto fofo e cheio de pequenos medos, para agradecer a muitas pessoas que super acreditam em mim e já posso agradecer uma galera bacana que já fiz amizade aqui. 
Me sinto amada. Logo, que eu nunca deixe de acreditar nesse amor. E assim, desempregada ou não, eu continue lutando. E sorrindo.